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terça-feira, 10 de maio de 2011
Fribourg, a cidade das pontes
A primeira impressão de quem chega à Friburgo pela via terrestre é deslumbrar uma aglomeração medieval, que parece ter sido extraída dos contos de infância.
"A Friburgo suíça, irmã da Friburgo alemã"
O registo ficará para sempre na história da cidade suíça, como explica a guia da Secretaria de Turismo de Friburgo, María Muñiz. "Esta cidade foi fundada em 1157 pelo duque Berthold, da família Zähringen, a mesma que fundou Freiburg em Breisgau, na Alemanha."
Berthold IV, o duque de Zähringen, escolheu o terraço aos pés do rio Sarine para estabelecer "uma nova cidade amuralhada. Ele a batizou de Friburgo, palavra que vem do alemão "frei" (livre) e "Burg" (castelo). O mesmo nome foi dado para sua cidade-irmã em Breisgau, Alemanha, fundada pelo seu pai, Konrad, em 1120.
Os Zähringen precisavam se defender dos seus rivais, razão pela qual eles criaram um sistema de fortificações que acabou dando o desenho arquitetônico para as cidades suíças de Berna, Burgdorf, Morat, Thun e, ao mesmo tempo, a própria Friburgo.
Ponte cultural
Os turistas que chegam em Friburgo por trem saltam na parte alta da cidade. Ao lado da estação está o escritório da Secretaria de Turismo.
"Estamos no ponto nevrálgico da cidade, na estação de trem do século XIX, a Secretaria de Turismo na Rua Romont, os negócios, a vida econômica na parte alta. A cidade se divide em várias partes, uma mas antigas e outras mais modernas. Aqui estamos em uma das mais modernas", detalha Muñiz.
Friburgo é considerada uma das fronteiras entre as duas regiões lingüísticas da Suíça, a de expressão francesa e alemã.
"Friburgo é uma cidade bilíngüe na fronteira de duas culturas. Ela também é uma cidade que sempre esteve aberta à presença de outras culturas. Aqui temos muitos estrangeiros. Afinal, somos uma a cidade de pontes", conta a guia espanhola, que vive em Friburgo há pouco mais de 40 anos.
A comuna de Friburgo, localizada em uma superfície de apenas 9,32 km², tem apenas 34.197 habitantes. Nas suas ruas se escuta tanto o alemão, falado por 7.500 pessoas, como o francês, o idioma de 22 mil dos seus habitantes. A estas línguas oficiais se somaram outras, pois um terço da população (11.155 pessoas) é composta de estrangeiros.
E sobre o interesse de Friburgo de viver as diferenças, como explica a guia Muniz, bastar ver os acontecimentos culturais mais destacados da agenda anual da cidade: ela se orgulha de ter um reconhecido festival internacional de cinema (primavera) e também um encontro internacional de folclore, que ocorre todos em todos os verões.
Friburgo foi construída sobre um terreno rochoso e cercado por escarpas de granito com até cinqüenta metros de altura. Por essa razão, ela também é conhecida por ser uma cidades das escadarias.
Há mais um século o trem funicular desce até os primeiros bairros da parte antiga de Friburgo. María Muniz acompanha os turistas ao local.
"Aqui temos um funicular que deve ter mais cem anos de existência. O governo pretendia encerrar suas atividades devido ao seu mau estado de conservação. Mas Friburgo sempre teve famílias patriarcas com muitos poderes e dinheiro. Se algo de grave ocorre, elas costumam se juntar e cotizar para resolver o problema".
Por essa razão o trem continua a andar. Em dois minutos suas cabines gêmeas transportam aqueles que querem descer à parte velha, ou subir à parte moderna de Friburgo. "É um funicular muito apreciado. Uma jóia nesta cidade".
Em cima, localizado à esquerda da cabine do funicular, está o mirador, do qual se tem uma vista excelente dos primeiros bairros da cidade, das suas pontes que passam sobre o rio Sarine, das colinas e dos vales vizinhos.
"Aqui temos um panorama maravilhoso de Friburgo. Seus fundadores se encantaram por esse lugar, pois daqui é possível ver como Friburgo está num local privilegiado", avalia Muñiz.
"Ela tem um monte de proteções naturais, sem necessitar de muralhas. Os Zähringen instalaram uma porta de controle, a Porta de Bourguillon do século XII, a Torre de Dürrenbühl, para controlar a saída em direção à Berna, depois a Torre Vermelha, a mais antiga, e não muito distante, a Porta de Berna, com a ponte levadiça.
A partir dali se vêm as pontes baixas que cruzam o rio Sarine (em francês) ou Saane (alemão). Por detrás do conjunto de tetos avermelhados dos primeiros bairros pode-se ver a última ponte coberta da cidade, a Ponte de Berna, de 1653; (a primeira foi construída em 1250). Apenas um dos muitos pontos de interesse da cidade de Friburgo.
swissinfo, Patricia Islas Züttel
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Fribourg - Bem-vinda! Bem-vindo!
Escolheu vir viver para o cantão de Friburgo. As autoridades cantonais e comunais, as numerosas associações e sociedades locais, os friburguenses e as friburguenses alegram-se por a acolher, por o acolher! Chegou a um cantão dinâmico, aberto ao exterior e, ao mesmo tempo, apegado às suas instituições e tradições. Com as suas paisagens contrastantes, o seu pluralismo linguístico e a sua economia diversificada, o cantão de Friburgo é um pouco como uma Suíça em miniatura. Esperamos que, tal como a sua família, se sinta rapidamente à vontade no nosso magnífico «País de Friburgo». A vida social e associativa é muito rica. Convidamo-la, convidamo-lo a descobri-la e a nela participar. Temos orgulho no nosso bilinguismo e na harmonia que reina entre os diferentes elementos da nossa população. Friburgo é um cantão calmo no qual as pessoas de diferentes gerações, origens e opiniões vivem juntas na harmonia e no respeito pelas diferenças e identidades de cada uma delas. Isso não acontece por acaso. Antes pelo contrário, exige um esforço de adaptação dos dois lados. Cada uma, cada um de nós é chamado a praticar a tolerância, o pluralismo e o respeito pelas minorias que são os valores fundamentais do nosso Estado e da nossa sociedade. Vai encontrar nesta brochura muitas informações sobre a vida no nosso cantão. Convidamo-la, convidamo-lo a ir ao encontro das e dos friburguenses , quer já viva aqui há muito tempo ou tenha chegado recentemente. A experiência dessas pessoas ajudá-la-á, ajudá-lo-á a compreender melhor o seu novo meio, a integrar-se e a sentir-se bem. Damos-lhe as boas-vindas / Bienvenue/Herzlich Willkommen, desejando-lhe que descubra muitas coisas novas e que tenha muito bons encontros!
Erwin Jutzet
Conselheiro de Estado
Continuar a ler o documento na sua íntegra (do Serviço de integração das pessoas migrantes e de prevenção do racismo). Contém informação muito útil sobre Fribourg e o modo de vida neste cantão.
Erwin Jutzet
Conselheiro de Estado
Continuar a ler o documento na sua íntegra (do Serviço de integração das pessoas migrantes e de prevenção do racismo). Contém informação muito útil sobre Fribourg e o modo de vida neste cantão.
domingo, 8 de maio de 2011
Découvrez la ville de Fribourg
Une cité naturellement ouverte sur le monde
Fondée en 1157 par le duc Berthold IV de Zaehringen, Fribourg a constitué pendant plus de six siècles une Ville-État. Centre de décision administratif du canton, Fribourg et son agglomération de 80’000 habitants se distinguent par un rayonnement culturel et un dynamisme économique de premier ordre.
Pour appréhender Fribourg et ses spécificités, il convient de souligner sa dimension spirituelle et son activité artistique foisonnante. Les rivalités confessionnelles au temps de la Réforme et de la Contre-Réforme entraînent, sur les bords de la Sarine, la création du Collège Saint-Michel attaché à la formation des élites du canton. Fleuron de l’enseignement de la ville, l’institution des Jésuites a donné naturellement lieu à la fondation de l’Université en 1889, afin de répondre aux besoins croissants d’un canton en pleine mutation. Joyau médiéval et pépinière de jeunes pousses, la ville dispose de nos jours, avec son Alma Mater, rare exemple en Europe d’une Haute École bilingue, de plusieurs sites d’excellence qui font autorité sur le plan international, à l’instar de ses autres établissements d’enseignement supérieur.
À dimension humaine, Fribourg offre une qualité de vie enviable, tout en misant sur un développement économique harmonieux, au point de rencontre des Suisses romande et alémanique. Quant au patrimoine architectural, celui-ci a été salué par les instances européennes pour sa beauté et sa préservation.
Pour appréhender Fribourg et ses spécificités, il convient de souligner sa dimension spirituelle et son activité artistique foisonnante. Les rivalités confessionnelles au temps de la Réforme et de la Contre-Réforme entraînent, sur les bords de la Sarine, la création du Collège Saint-Michel attaché à la formation des élites du canton. Fleuron de l’enseignement de la ville, l’institution des Jésuites a donné naturellement lieu à la fondation de l’Université en 1889, afin de répondre aux besoins croissants d’un canton en pleine mutation. Joyau médiéval et pépinière de jeunes pousses, la ville dispose de nos jours, avec son Alma Mater, rare exemple en Europe d’une Haute École bilingue, de plusieurs sites d’excellence qui font autorité sur le plan international, à l’instar de ses autres établissements d’enseignement supérieur.
À dimension humaine, Fribourg offre une qualité de vie enviable, tout en misant sur un développement économique harmonieux, au point de rencontre des Suisses romande et alémanique. Quant au patrimoine architectural, celui-ci a été salué par les instances européennes pour sa beauté et sa préservation.
Placée à un carrefour des chemins linguistiques et culturels au cœur de l’Helvétie, la ville de Fribourg, à l’heure d’une Europe en mutation, joue un rôle de «pont» à nul autre pareil. À cet égard, elle abrite un Institut du fédéralisme, stimulant laboratoire des structures étatiques. Notre cité est de surcroît un lieu de mixité aux origines linguistiques plurielles, dont l’expérience en ce domaine est profitable à un continent confronté à l’émulation des langues.
Ville d’étude, Fribourg mène également, avec la région, plusieurs chantiers d’infrastructures culturelles, sportives et touristiques, tels que Forum Fribourgdepuis 1999, l’Espace Nuithonie dès 2005, le Site Sportif Saint-Léonardinauguré en 2010 et, sur les Grand-Places, la salle de spectacle Équilibre en cours d’achèvement.
Le Fribourg du XXIe siècle voit l’émergence de nouvelles structures administratives. Tandis que le projet d’Agglomération fait son chemin, le désir de fusion avec des communes voisines semble emporter l’adhésion des habitants.
Une fois dotée des moyens indispensables, forte d’une nouvelle péréquation financière cantonale et d’une prise en compte effective des charges inhérentes à une ville-centre, la Ville de Fribourg sera pleinement en mesure de remplir sa mission de capitale cantonale et d’intensifier son rayonnement et sa présence tant en Suisse que sur le plan international.
Ville d’étude, Fribourg mène également, avec la région, plusieurs chantiers d’infrastructures culturelles, sportives et touristiques, tels que Forum Fribourgdepuis 1999, l’Espace Nuithonie dès 2005, le Site Sportif Saint-Léonardinauguré en 2010 et, sur les Grand-Places, la salle de spectacle Équilibre en cours d’achèvement.
Le Fribourg du XXIe siècle voit l’émergence de nouvelles structures administratives. Tandis que le projet d’Agglomération fait son chemin, le désir de fusion avec des communes voisines semble emporter l’adhésion des habitants.
Une fois dotée des moyens indispensables, forte d’une nouvelle péréquation financière cantonale et d’une prise en compte effective des charges inhérentes à une ville-centre, la Ville de Fribourg sera pleinement en mesure de remplir sa mission de capitale cantonale et d’intensifier son rayonnement et sa présence tant en Suisse que sur le plan international.
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